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Toston 2007 (continuação)
Deixando a sala do restaurante onde o ar condicionado nos mantinha a uma temperatura fantástica, saímos para a rua e ali mesmo foi feito um novo “ briefing “. Desta vez a chamada de atenção para o percurso a fazer, muito especialmente com a subida à serra da Peña de Françia., íngreme e curvas de cotovelo onde em alguns sítios ia ser necessário meter a primeira velocidade. Chegados ao cimo, com a paisagem de fundo onde a vista se perdia até não conseguir alcançar mais, a visita obrigatória à Capilla de La Blanca (séc. XVI), ao mosteiro onde estava a decorrer um casamento, e o observar atentamente do relógio de Sol. Aqui o amigo Cumota (Augusto) dissertou numa explicação minuciosa e profunda da leitura das horas e respetivo funcionamento do mesmo. Hora de partir em direção a La Alberca.
O Coelho e o Babaloo desistiram da viagem pelo interior da aldeia histórica, preferindo ficar sentados no café da esquina a refrescar a garganta e de guarda às nossas montadas, não fosse por aí o diabo pregar-nos alguma partida. Deambulou-se pelo interior, mirando e remirando o artesanato local, as imensas casas típicas feitas de barro e madeira, as lojas de bijutarias e naturalmente provando a água cristalina da fonte, que desde Janeiro a Dezembro de cada ano tem sempre a mesma temperatura, gelada. Depois de alguns comprarem t-shirts às quais mandaram colocar figuras e dizeres originais, foi a hora de iniciar a viagem de regresso. Novamente a indicação do caminho a seguir, naturalmente por outra estrada para o apreciar da paisagem, e com ponto de paragem obrigatório na localidade de Sancti Spiritus (estrada antiga entre Ciudad Rodrigo e Salamanca), no Music-bar Madruga do nosso amigo Tery. Sinceramente a fome não era nenhuma naquela altura, mas mesmo assim acabou por nos fornecer uns pratos com chouriço e queijo, um pão muito bom e umas bebidas, com especial destaque para o mosto “ rojo “, bebida com sabor a fruta e sem álcool. Este solteirão bem disposto, é um amigo verdadeiro e já temos convite para ali organizar um dia festivo. Depois das despedidas do Tery e das irmãs, lá chegou a hora de regresso definitivo para Portugal, não sem que nas Galerias do Gildo as motas também tivessem o direito a beber, ou seja a atestar, já que a gasolina, não sabendo porquê é mais barata (vá-se lá a entender isto).
Aqui sim, hora da despedida entre todos, com o respetivo agradecimento pela presença neste passeio e o convite para nos fazerem chegar a opinião do mesmo. Depois de termos efetuado 271 quilómetros, o Paulo, depois de ser o primeiro a iniciar a viagem, ia ter que fazer ainda mais 245 quilómetros e ser o último a chegar a casa. Mas chegou bem. Para a organização deste passeio com estes amigos, foi uma satisfação enorme e um prazer muito grande. Com isto demonstrámos o porquê do nosso gosto pelas motas.
E uma coisa é certa, para aqueles que compreendem este nosso gosto, não é necessário estar-lhes a explicar o porquê, e para os que não compreendem, não vale a pena, porque não iam entender.
Saudações Motards.
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Ano da Fundação: 2007 |
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